No ponto mais elevado da Fazenda Boa Vista, esta casa ocupa um terreno especialmente reservado. Há poucos vizinhos por perto e a paisagem aparece livre, sem construções disputando o horizonte.
A arquitetura aproveitou o declive para criar uma casa que se acomoda ao terreno, em vez de simplesmente se impor sobre ele. O pavimento social fica no nível de chegada e se abre para o jardim e para a piscina, voltados ao norte. No andar inferior está a área íntima, mais protegida do movimento da casa e naturalmente mais fresca.
A linguagem é clássica, mas sem rigidez. A casa tem proporções bem resolvidas, materiais atuais e espaços pensados para uma vida mais informal. As salas são amplas, mas não distantes. A varanda, a área gourmet e a piscina fazem parte do dia a dia, e não aparecem como ambientes separados.
O programa externo inclui ainda spa e quadra de beach tennis, com bastante espaço para receber sem perder a sensação de privacidade.
Ao lado da residência, um pavilhão contemporâneo quebra a leitura mais tradicional do conjunto. Hoje usado como ateliê, pode virar escritório, academia, espaço de hóspedes ou simplesmente continuar sendo um lugar de criação.
É uma casa que chama atenção menos pelo gesto e mais pela forma como ocupa o lugar. E, sobretudo, pela vista.